[À memória de José da Silva Mendes]
A vida não se torna mais fácil só porque sabemos que certos desfechos são previsiveis...
Mas as contrariedades que temos que enfretar tornam-se mais leves quando somos capazes de guardar as memórias daqueles que nos são queridos...
O homem de quem nos despedimos (marido, pai, irmão, avô, tio...) deixará em cada um de nós uma recordação especial... E é isso que devemos dele guardar...
Nem sempre podemos escolher aqueles com quem nos relacionamos... Não foi por sua vontade, ou mesmo pela minha, que nos tornámos avô e neto... Foram as circunstâncias da vida que assim o ditaram...
Mas orgulho o de o ter como padrinho, foi uma honra que ele me concedeu... E o facto de o ter escolhido como modelo de homem, na família como em tantos outros momentos da vida, foi uma escolha que fiz livremente...
Alguém disse, um dia, que só partimos de verdade quando não restar mais ninguém que nos tenha conhecido e connosco convivido... Que essas palavras, então, possam fazê-lo viver por muitos e bons anos...
Mais do que as palavras que possamos dizer, guardemos o "Pai", o "Padrinho", o "Avô Mendes", o "Tio Zé" ou, simplesmente, o "Zé" no nosso coração e na nossa memória...
Guardarei, por certo, a sua terna afeição, esperando pelo dia em que nos poderemos reencontrar num "Pocinho" qualquer...
Adeus Avô...
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