Na tentativa de que não se instale um silêncio estéril, digo-te:
- Seria bom conversarmos... Esclarecer as coisas, para que não fiquem mal entendidos, nem constrangimentos desnecessários...
- Tens razão, amigo... Vamos falar... Ligo-te mais logo, pode ser?
- Certo... Fico à espera...
- Obrigada... Beijos
[...]
Passam as horas... Nem telefonema, nem mensagem... Aguardo...
[...]
Volto a insistir:
- Olá. Está tudo bem contigo? Não disseste mais nada...
- Desculpa... Tenho andado cheia de trabalho e pouco venho aqui...
- Já percebi... Não faz mal... Só que gostava mesmo de poder conversar...
- Eu sei... Também queria muito conversar... Mas, neste momento, tenho um monte de assuntos para resolver... Sabes, aquele projecto de que te falei...
- Sim... Também queria falar-te sobre isso... Acho que tenho umas ideias interessantes para te propor...
- Boa... Vamos ver se combinamos então... Ligo-te logo, pode ser?
- Ok...
[...]
De novo, o silêncio... Nenhuma mensagem, nenhum telefonema...
Juro a mim mesmo que não vou insistir... Vou esperar... Aguardar por um contacto...
[...]
Acabo por, uma vez mais, quebrar...
- Linda, não disseste nada... Estás chateada?
- Ai, desculpa, amigo... Ontem tive um dia muito complicado... Já sai tarde daqui e, quando cheguei a casa, agarrei-me ao computador a trabalhar...
- Eu vi-te lá... Ainda insisti, mas tu não respondeste...
- Estive a acabar um relatório e fui-me deitar cheia de dores de cabeça e com os olhos a arder...
- Percebo... Achas que podemos conversar hoje?
- Talvez... Deixa ver como me corre o dia e ligo-te mais tarde... Sim?
- Vou esperar...
[...]
Há silêncio que falam alto, muito alto... E, na ausência das palavras, podemos ler diversas explicações...
Aguardo... Espero... Reflicto...
Será que algum dia...?
10 de fevereiro de 2015
5 de fevereiro de 2015
Chegámos ao fim da estrada...
Chegámos ao fim da estrada, minha princesa...
Os nossos corpos estão sujos e cansados
E trazemos a alma de rastos,
Das lágrimas que não vertemos...
Tantas vezes fechámos os olhos,
E outras tantas o coração,
Que perdemos o rumo dos dias
E o Norte das nossas vidas...
Num momento, num instante,
Deixámos nascer uma chama
Que não soubemos alimentar,
Tal era o medo de nos queimarmos...
Hoje, trazemos os olhos inchados,
Das lágrimas que não chorámos,
E os sentidos amachucados,
Das palavras que não dissemos...
Chegámos ao fim da nossa estrada,
Com o coração despedaçado...
Sem amor, sem vida, sem nada...
Minha princesa adorada...
Os nossos corpos estão sujos e cansados
E trazemos a alma de rastos,
Das lágrimas que não vertemos...
Tantas vezes fechámos os olhos,
E outras tantas o coração,
Que perdemos o rumo dos dias
E o Norte das nossas vidas...
Num momento, num instante,
Deixámos nascer uma chama
Que não soubemos alimentar,
Tal era o medo de nos queimarmos...
Hoje, trazemos os olhos inchados,
Das lágrimas que não chorámos,
E os sentidos amachucados,
Das palavras que não dissemos...
Chegámos ao fim da nossa estrada,
Com o coração despedaçado...
Sem amor, sem vida, sem nada...
Minha princesa adorada...
3 de fevereiro de 2015
Dá-me um abraço...
"Dá-me um abraço" - disseste-me - "tenho frio e preciso que me aqueças..."
Olhei-te nos olhos, sorri-te e envolvi o teu corpo nos meus braços, sentindo a tua pele contra a minha... O teu corpo transpirava calor e pensei que eras tu que me aquecias...
Deixei o perfume dos teus cabelos invadir os meus sentidos e queimar-me a alma, marcando as minhas memórias de ti, como um lume que arde e não se vê...
O teu corpo, envolvido pelos meus braços, repousou então em paz, tranquilo, sem mácula e sem culpa...
"Dá-me um abraço" - disseste-me... Ou fui eu que imaginei as tuas palavras, como música nos meus ouvidos?
Olhei-te nos olhos, sorri-te e envolvi o teu corpo nos meus braços, sentindo a tua pele contra a minha... O teu corpo transpirava calor e pensei que eras tu que me aquecias...
Deixei o perfume dos teus cabelos invadir os meus sentidos e queimar-me a alma, marcando as minhas memórias de ti, como um lume que arde e não se vê...
O teu corpo, envolvido pelos meus braços, repousou então em paz, tranquilo, sem mácula e sem culpa...
"Dá-me um abraço" - disseste-me... Ou fui eu que imaginei as tuas palavras, como música nos meus ouvidos?
Subscrever:
Comentários (Atom)