Chegámos ao fim da estrada, minha princesa...
Os nossos corpos estão sujos e cansados
E trazemos a alma de rastos,
Das lágrimas que não vertemos...
Tantas vezes fechámos os olhos,
E outras tantas o coração,
Que perdemos o rumo dos dias
E o Norte das nossas vidas...
Num momento, num instante,
Deixámos nascer uma chama
Que não soubemos alimentar,
Tal era o medo de nos queimarmos...
Hoje, trazemos os olhos inchados,
Das lágrimas que não chorámos,
E os sentidos amachucados,
Das palavras que não dissemos...
Chegámos ao fim da nossa estrada,
Com o coração despedaçado...
Sem amor, sem vida, sem nada...
Minha princesa adorada...
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