Um dia percebes que a vida não é fácil,
O amor não é uma ciência exacta,
As ausências podem queimar e
Os sentimentos mudar com as marés...
Procuras guardar, no lugar mais fundo,
As memórias dos dias felizes,
Acender uma fogueira no peito e
Aquecer a tua alma desfeita...
Fazes promessas a ti próprio,
Que sabes não poder cumprir...
Que não voltarás a sofrer
As dores da desilusão...
Mas as emoções não são controláveis e
O coração é uma máquina falível...
Numa troca de olhares, num sorriso distraido,
As promessas que fizeste, perdem o sentido...
Voltarás a cair, mesmo que o não queiras,
Na curva da estrada, na esquina da vida...
Podes correr, sem conseguir alcançar,
Podes fugir, e não conseguir escapar...
Podes desistir de lutar...
Ou, simplesmente, aceitar...
Escreve, Luís. Escreve.
ResponderEliminarO tempo perdura na candura das palavras.