7 de agosto de 2015

Saudades Tuas

Lentamente, o meu corpo deixou de ter saudades do teu, e a tua presença já não marca as minhas noites de insónia...

A lembrança dos teus beijos desvanece-se-me na memória, como o orvalho ao nascer do dia...

As horas que passámos juntos pertencem já a um passado distante, ao qual não podemos jamais regressar, pois das portas que atrás de nós se fecharam, perdi para sempre a chave... numa rua, numa praça... já nem sei bem onde...

Quero que saibas... Já não sou o mesmo miúdo que, um dia, se aproximou de ti, em busca de amor, e contigo se perdeu numa teia de emoções. Já não sou aquele ser frágil que te endeusou e fez de ti um farol na noite escura.

Faz hoje seis meses que te deixei para trás, meu rochedo em noite de tempestade, como um marco que nunca apagarei da minha vida, mas que, sei-o bem, não mais fará parte do meu presente.

Procuro negar, vezes sem conta, que não foste mais uma, entre as muitas que partilharam o meu corpo, e a quem me entreguei sem limites. Procuro ainda acreditar que, sem ti, os meus dias teriam sido iguais e que as noites não teriam sido menos tórridas.

Procuro, desesperadamente, negar que a tua ausência em mim é um fardo, por vezes, bem difícil de suportar... Procuro esquecer-te...

Sabes, princesa... Tenho saudades tuas...

Sem comentários:

Enviar um comentário